Usuários das redes sociais afirmam que Kate Middleton tem mais apoio pela perda de seu cão do que Meghan pelo aborto
Dez 02, 2020 by apost team
Meghan Markle, 39 anos, perdeu seu segundo filho com o príncipe Harry em julho após um aborto espontâneo, como ela revelou em um artigo que escreveu para o New York Times. Desde então o mundo tem reagido à notícia, com muitos elogiando Markle por sua bravura em compartilhar sua perda, elogiando-a como um marco para as mulheres que sofrem a mesma tragédia em silêncio. Enquanto o burburinho nas redes sociais continua, muitos estão afirmando que Kate Middleton e o príncipe William receberam mais apoio do público quando ela anunciou que seu cão faleceu alguns dias antes do artigo de Markle ser publicado.
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No artigo, intitulado The Losses We Share, Meghan Markle, fala abertamente sobre o assunto, que continua sendo um tabu, apesar de muitas mulheres sofrerem abortos espontâneos.
O que começou como um dia típico de verão, preenchido com os afazeres e responsabilidades dos pais comuns, tomou um rumo sombrio logo após a troca da fralda do filho Archie.
"Eu senti uma cólica aguda", escreveu Markle. "Eu deitei no chão com ele nos braços, cantarolando uma canção de ninar para nos manter calmos; a melodia alegre se tornando um forte contraste com a sensação de que algo não estava certo".
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No domingo, 22 de novembro, o Duque e a Duquesa de Cambridge foram ao Instagram para anunciar a triste notícia de que seu cocker spaniel preto, Lupo, que o casal adotou em 2012, havia falecido no fim de semana anterior.
"Lamentavelmente, no último fim de semana, nosso querido cachorro, Lupo, faleceu. Ele esteve no coração da nossa família nos últimos nove anos e sentiremos muita saudade dele. - W & C," eles escreveram.
O post atraiu muitos comentários repletos de apoio e condolências para a família - algo que, muitos usuários das redes sociais apontam, que tem um forte contraste com a reação pública ao anúncio de Markle sobre seu aborto espontâneo.
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"As pessoas mostraram mais simpatia por William e Kate por perder um cachorro do que por Meghan por perder um bebê", uma pessoa tuitou.
Muitos também acusaram Markle de "estar em busca por atenção" com o seu artigo, embora a ex-atriz ressalte que, ao compartilhar a sua experiência, ela espera encorajar outras mulheres a serem mais sinceras sobre seu sofrimento também.
"Na dor da nossa perda, meu marido e eu descobrimos que a cada 100 mulheres, de 10 a 20 delas sofrem um aborto espontâneo", escreveu Markle. "No entanto, apesar desta dor não ser algo raro, a conversa permanece um tabu, cheia de vergonha (injustificada) e perpetuando um ciclo de luto solitário".
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A reação do público lembra o escrutínio pelo qual Markle passou - e muitas vezes ainda passa - com os tabloides britânicos, o que levou ela e seu marido a dar início a ações legais no ano passado.
"Eu vi o que acontece quando alguém que eu amo é comoditizado ao ponto de não ser mais tratado ou visto como uma pessoa real", disse o príncipe Harry em uma declaração poderosa na época. "Eu perdi minha mãe e agora eu vejo minha esposa ser vítima das mesmas forças poderosas".
O artigo de Markle é mais um exemplo da ruptura da antiga atriz com a tradição real. Embora Markle não seja a primeira mulher da realeza a sofrer a "dor insuportável" de sofrer um aborto espontâneo, ela é a primeira a falar abertamente sobre a experiência em público. Sophie, a Condessa de Wessex, abortou com seis semanas de gravidez em 2001 , enquanto Zara Tindall, neta da Rainha Elizabeth II, abortou duas vezes.
A família real geralmente se esquiva de compartilhar detalhes pessoais ou de demonstrar emoções em público. A Rainha Elizabeth , nem uma vez em seu reinado de 68 anos, falou sobre a sua vida privada em uma entrevista.
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Essa atitude não é sem precedentes para Markle. No ano passado, em um documentário que seguiu ela e seu marido em sua turnê real na África, o jornalista Tom Bradby perguntou a Markle se ela estava "bem", ao que ela deu uma resposta surpreendentemente sincera.
"Qualquer mulher, principalmente quando está grávida, fica realmente vulnerável, e isso foi um grande desafio. E, então, quando se tem um recém-nascido, você sabe. E principalmente quando você é uma mulher, é tudo demais", disse Markle .
A conversa de Meghan com o repórter se tornou especialmente real quando ele perguntou se era justo dizer que ela não estava realmente bem, e se estava passando por dificuldades, ao que ela respondeu: "Sim".
The documentary, Harry & Meghan: An African Journey, airs on Sunday at 9pm on @ITV #HarryandMeghan https://t.co/Uy21iE6ozJ pic.twitter.com/XYlHVytiHF— ITV News (@itvnews) October 18, 2019 '>
Markle lembrou deste encontro, assim como de sua importância, em seu artigo do NYT
."Você está bem?" perguntou-me um jornalista. Eu lhe respondi sinceramente, sem saber que o que eu disse ressoaria em tantas mães novas e mais velhas, e qualquer um que, à sua maneira, estivesse sofrendo em silêncio", escreveu Markle. "Minha resposta parecia dar às pessoas permissão para falar sua própria verdade. Mas não foi a resposta sincera que mais me ajudou, foi a pergunta em si".
Com seu artigo, Markle espera encorajar outras pessoas a se abrirem sobre as suas perdas também.
"Este ano levou muitos de nós a um ponto crítico", escreveu ela. "Então, neste Dia de Ação de Graças, vamos nos comprometer a perguntar aos outros: ‘Você está bem?’”.