Família real reage à notícia do aborto de Meghan Markle

Nov 27, 2020 by apost team

Meghan Markle, 39 anos, perdeu seu segundo filho com o príncipe Harry. O incidente ocorreu em julho passado, quando ela sofreu um aborto espontâneo, como ela mesma revelou em um artigo que escreveu para o New York Times. O mundo reagiu à notícia, com muitos elogiando Markle pela coragem que ela demonstrou em compartilhar sua perda, chamando de um marco importante para todas as mulheres que sofrem a mesma tragédia em silêncio. Agora todos os olhos estão voltados para a reação da família Real.

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Embora os membros da família real ainda não tenham feito comentários sobre a chocante revelação de Markle, um representante do Palácio de Buckingham comentou sobre o assunto na quarta-feira, dizendo: "É um assunto profundamente pessoal e não vamos comentá-lo".

O artigo de Markle, intitulado, The Losses We Share (As Perdas que compartilhamos), é um relato cru sobre a experiência angustiante que ela teve, e onde expressa a sua insatisfação com o fato de que, embora muitas mulheres sofram abortos, a conversa sobre o assunto ainda é um tabu.

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Embora o palácio continue em silêncio sobre a notícia, o tio do Charles Spenser, irmão da falecida princesa Diana, disse que a notícia foi "muito triste", ao conceder uma entrevista para o programa britânico Lorraine na quarta-feira.

"É terrivelmente triste, Lorraine. Não consigo imaginar a agonia de um casal perdendo um filho daquele jeito”, disse Spencer. "É muito, muito triste", enfatizou. "E, claro, concordo totalmente com você, hoje todos os nossos pensamentos estão com eles."

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Até Markle, expressou suas condolências a ela e ao príncipe Harry.

"Ficamos sabendo sobre o que aconteceu em julho, e são notícias muito tristes, obviamente, tanto para ela quanto para o príncipe Harry", disse Piers em seu programa de entrevistas Good Morning Britain. "Acho que isso atinge a todos nós, porque, infelizmente, muitas gestações terminam em aborto".

Sua co-apresentadora, Susanna Reid, falou sobre o "conforto" que a sinceridade de Markle pode oferecer a outras pessoas que passaram pela mesma dor.

“Isso traz um certo consolo para outras pessoas que já passaram por essa situação. É admirável que alguém com tanto destaque fale sobre um assunto tão difícil”, frisou.

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Tudo aconteceu em um dia típico de verão, com uma programação completa de todas as tarefas e responsabilidades de qualquer mãe. Mas as coisas tomaram um rumo muito sombrio, logo depois que a fralda do seu filho Archie foi trocada.

"Senti uma cólica forte", escreveu Markle. "Me deitei no chão com ele nos braços, cantarolando uma canção de ninar para nos tranquilizar, mas aquela melodia alegre contrastava com o meu sentimento: algo não estava bem".

"Enquanto segurava meu primeiro bebê, entendi que estava perdendo o meu segundo".

Ela explicou que a sua experiência a levou a pesquisar sobre o assunto com o marido, o que a fez descobrir que há um número impressionante de mulheres que sofrem aborto. No entanto, pouco se fala sobre isso publicamente.

“No luto pela nossa perda, meu marido e eu descobrimos que em cada 100 mulheres, entre 10 e 20 sofreram um aborto espontâneo”, escreveu Markle. “Porém, apesar de tantas mulheres compartilharem essa dor, falar sobre isso ainda é um tabu, algo que gera vergonha injustificada, perpetuando um infeliz ciclo de luto solitário”.

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O artigo é mais um exemplo da ruptura que a ex-atriz teve com as tradições da realeza. Embora Markle não seja a primeira mulher da família real a sofrer "a dor insuportável" de perder um filho, ela foi a primeira a falar publicamente sobre a experiência com tanta franqueza. Em 2001, Sophie, a Condessa de Wessex, sofreu um aborto com seis semanas de gravidez, , enquanto Zara Tindall, neta da Rainha Elizabeth II, sofreu abortos espontâneos em duas ocasiões.

Geralmente, a família real não compartilha detalhes pessoais, nem mostra muita emoção em público, e a Rainha Elizabeth nunca falou da sua vida privada nenhuma vez durante o seu reinado de 68 anos.

Mas essa ação não é algo novo para Markle. No ano passado, em um documentário filmado durante uma viagem real pela África com seu marido, o jornalista Tom Bradby perguntou à Markle se ela estava se sentindo "bem", ao que ela deu uma resposta surpreendentemente sincera.

"Qualquer mulher, principalmente quando grávida, fica muito vulnerável, e isso se tornou um verdadeiro desafio. E então, quando você tem um recém-nascido... você sabe. Especialmente como mulher, é muita pressão", disse Markle

.

Naquela época, Markle estava enfrentando um intenso escrutínio da imprensa britânica, o que levou ela e seu marido a tomarem medidas legais contra vários tabloides, conforme declarado no site oficial dos dois. Ela expressou sua gratidão ao repórter por mostrar essa preocupação. Markle lembrou a importância desse encontro no seu artigo para o NYT.

Essa experiência a ajudou a perceber o quão importante era aquela simples pergunta; uma pergunta que pode ajudar outras pessoas a se sentirem livres para desabafar e aliviar uma carga emocional.

“Sentada em uma cama de hospital, vendo o coração do meu marido se partir enquanto ele tentava juntar os pedaços do meu, percebi que a única maneira de começar a me curar era perguntar: 'Você está bem?

Com sua escrita, Markle espera encorajar outras pessoas a se abrirem sobre as suas próprias perdas também.

“Este ano trouxe muitas pessoas à beira do colapso”, escreveu ela. “Então, neste Dia de Ação de Graças, vamos nos comprometer a perguntar aos outros: 'Você está bem?'"

Nossas condolências ao príncipe Harry e Meghan Markle. Esperamos que eles consigam superar essa perda trágica.

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