Esposa de Patrick Swayze quebra silêncio sobre questão não confirmada após 11 anos
Ago 10, 2021 by apost team
É difícil acreditar que o lendário Patrick Swayze faleceu há mais de dez anos. Uma estrela mesmo antes de "Dirty Dancing - Ritmo Quente" e "Ghost - Do Outro Lado da Vida", Swayze estará para sempre em nossos corações. Infelizmente, Swayze faleceu em 14 de setembro de 2009, após uma dura batalha contra um câncer no pâncreas. Sua fiel esposa por 34 anos, Lisa Niemi, ficou ao seu lado o tempo todo.
Niemi escreveu um livro de memórias em 2011 intitulado "Worth Fighting For" (ainda sem tradução oficial para português). O jornal Daily Mail citou a história de Niemi em que ela fala sobre as últimas palavras de Swayze antes de ele lentamente entrar em coma. "As minhas últimas palavras para Patrick? 'Eu te amo', e essas foram as últimas palavras dele para mim. Depois que eu o trouxe para casa, as coisas aconteceram muito rápido", escreveu Niemi.
Foi numa segunda-feira de manhã quando Niemi acordou e percebeu que ele estava com dificuldade para respirar. Ela disse que existia um sentimento quase infantil sobre o que estava acontecendo. Ela sabia que a hora dele havia chegado. Ele se foi naquele mesmo dia.
Um novo documentário chamado "I Am Patrick Swayze" ("Meu Nome é Patrick Swayze" em tradução da Globo Play) foi lançado dez anos após a morte prematura do ator, e conta com a presença de Niemi. No filme, ela fala sobre sua relação com "Buddy", que é a forma carinhosa como ela o chama. Ela fala sobre o dia em que, há tanto tempo, subiu no palco, olhou nos olhos dele e foi amor verdadeiro à primeira vista.
O casal se conheceu quando ambos eram adolescentes, e se casou em 1975. Isso foi quatro anos antes de Swayze fazer sua estreia no cinema, com a comédia "A Febre dos Patins". Os pombinhos ficaram juntos até os últimos momentos do ator em 2009.
Patrick Swayze, Lisa Niemi (1979), (Frank Edwards/Fotos International/Getty Images)
Niemi (página em inglês) falou com o programa Entertainment Tonight sobre como foi horrível ver o marido lutar contra o câncer.
"É a pior coisa do mundo a acontecer, você passa todos os dias lutando pela vida dessa pessoa", disse ela. "Eu sei que ele passava todos os dias lutando por sua própria... ele sobreviveu 22 meses, o que foi um milagre pelo diagnóstico que recebeu."
O documentário não é apenas sobre suas vitórias. Ele também entra em detalhes sobre a luta do artista contra o uso de álcool. Niemi disse que ele era divertido e alegre até ficar sozinho. Nesse momento, ele cedia, e isso complicou o relacionamento dos dois. Porém, mesmo com os muitos desafios a serem superados no casamento, Niemi ainda o amava.
De acordo com Niemi, Swayze assumiu um papel na série "The Beast" enquanto lutava contra um câncer no pâncreas. Ela disse que Swayze se transformou durante esse período. Embora ele estivesse passando muito tempo na cama, estar em Chicago foi bastante revigorante.
"A enorme explosão de energia dele me impressionou. Ele estava como era antes, independente e imparável. Eu tinha o Patrick de volta. Ele até teve alguns flashes de comportamento de 'estrela', as coisas que sempre me deixavam louca, como fazer exigências arbitrárias de última hora e de repente ser a autoridade inquestionável em... apenas tudo no universo", escreveu Niemi em seu livro de memórias.
Ela mencionou também que Swayze nunca quis que seu trabalho fosse mais fácil só porque ele havia sido diagnosticado com câncer. Mesmo quando o personagem precisava pular um muro, ele insistia em fazer aquilo em vez do dublê contratado.
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Patrick Swayze (1982), (Michael Ochs Archives/Getty Images)
Niemi afirmou que trabalhar no programa o fez se sentir mais forte e feliz apesar de seu diagnóstico.
Em pouco menos de dois anos após o diagnóstico inicial, Swayze sucumbiu ao câncer de pâncreas em 14 de setembro de 2009. O documentário “I Am Patrick Swayze” saiu em 18 de agosto de 2019, que também era o aniversário do falecido ator. Mesmo dez anos depois, os fãs do belo astro ainda estavam muito interessados em saber tudo o que pudessem sobre ele.
Nascido em Houston (Texas, EUA), em 18 de agosto de 1952, Swayze estava destinado a ser o dançarino e a estrela que se tornaria, pois sua mãe Patsy era dona de um estúdio de dança na cidade. Crescendo literalmente no mundo da dança, Patrick aprendeu muitos estilos de dança antes de se mudar para Nova York e completar sua educação em balé na instituição Joffrey Ballet School.
Rapidamente Swayze conseguiu um papel interpretando o personagem Danny Zuko na Broadway, mesclando seu conhecimento como dançarino com a atuação pela primeira vez — uma fórmula que lhe traria grande sucesso. Pequenas oportunidades na TV se seguiram antes de seu primeiro papel memorável como o irmão mais velho em "Vidas Sem Rumo", de Francis Ford Coppola.
Mas foi só em 1987 que ele atingiria a grande fama com "Dirty Dancing - Ritmo Quente". Lançado em agosto daquele ano, o filme foi um enorme sucesso de bilheteria surpresa, já que não contava com atores famosos nem tinha um diretor muito conhecido. Além disso, ser um grande lançamento não estava nos planos, pelo contrário, o filme era para ter ficado apenas uma semana nos cinemas e ir direto para as fitas de vídeo.
Lisa Niemi, Patrick Swayze (1987), (Images Press/IMAGES/Getty Images)
Enquanto alguns críticos como Roger Ebert fizeram comentários negativos sobre o longa-metragem, outros o enalteceram como um novo ponto de vista sobre dança e romance.
"A dança aqui traz à tona o sonho sensual das músicas", escreveu Pauline Kael em sua crítica de 1987 para o jornal The New Yorker. "'Dirty Dancing' — que título ótimo! — é uma visão tão retrô e leve de [como foi] crescer nos anos 60 (ou em qualquer outra época) que você sai do cinema rindo alegremente."
Bem, e não é que a obra superou e muito todas as expectativas? "Dirty Dancing - Ritmo Quente" foi um sucesso tão grande que se tornou o primeiro filme a vender mais de um milhão de cópias VHS.
Além disso, a trilha sonora do filme foi uma peça importante para o seu sucesso, um espetáculo à parte, com a música principal, "(I've Had) The Time of My Life", ganhando tanto o Globo de Ouro quanto o Oscar de melhor canção original, bem como um Prêmio Grammy de Melhor Dueto.
Frank Previte, o vocalista relativamente desconhecido da banda de rock Franke and the Knockouts, coescreveu a música para a trilha sonora de "Dirty Dancing - Ritmo Quente" no final dos anos 80. Em uma entrevista de 2020 com o site American Songwriter, Previte se abriu sobre a origem da canção. O compositor explica que o supervisor musical Jimmy Ienner o chamou "do nada", deu uma breve descrição do filme e pediu que ele escrevesse uma canção de 7 minutos para o filme. No início, Previte ficou um pouco relutante, mas um dia ele teve uma ideia súbita epifania enquanto dirigia. E o resto, como dizem, é história.
Patrick Swayze, Lisa Niemi (1988), (Jeff Kravitz/FilmMagic, Inc/Getty Images)
"Quando conheci Patrick no Oscar", disse Previte ao American Songwriter, "ele me disse 'você não tem ideia do que essa música fez para esse filme... nós ouvimos 149 músicas e odiamos todas... nós achamos que o final não sairia e que o filme seria um fiasco. Então veio a sua fita com você e Rachele Cappelli cantando 'Time of My Life'. Nós fizemos as filmagens e, no final do dia, olhamos uns para os outros e falamos: 'Uau, o que acabou de acontecer? Esse final está incrível! Vamos fazer esse filme!'' Tudo mudou para melhor para eles".
No final, a obra rendeu a Swayze uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator e exibiu sua educação formal de dança. Além de atuar e dançar, Swayze coescreveu e interpretou uma música do filme, "She's Like the Wind", que se tornou um sucesso top 10 e destacou todo o seu talento vocal.
Em vista de tamanho sucesso, Swayze se tornou um ator popular em Hollywood, estrelando filmes como "Matador de Aluguel", "Ghost - Do Outro Lado da Vida" e "Caçadores de Emoção". Ele ganhou três indicações ao Globo de Ouro ao todo em sua carreira, além de vários outros prêmios, e recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 1997.
Ele continuou a atuar após o auge de sua carreira e até voltou aos palcos, fazendo sua estreia no West End (local com muitos teatros) em Londres (Inglaterra) no musical "Guys and Dolls" em 2006. Durante esse período, ele assumiu também papéis mais interessantes, como um palestrante motivacional em "Donnie Darko", bem como coproduziu e estrelou um filme de dança intitulado "A Última Dança" com sua esposa, Niemi.
Patrick Swayze (1990), (Tim Roney/Getty Images)
O último papel do artista foi como um agente do FBI na série "The Beast".
O legado de Swayze vive não apenas em seus filmes, que são amados por tantos, mas também na memória das pessoas que tiveram a sorte de ter se cruzado com ele. Isso inclui sua esposa, Niemi, mas também seus colegas de elenco.
Após sua morte em setembro de 2009, a abundância de mensagens de amor de seus amigos famosos só confirmou o quão maravilhoso ele era. Jennifer Grey, a coestrela de Swayze em "Dirty Dancing - Ritmo Quente" disse, conforme relatado pelo Entertainment Weekly:
"Patrick era uma combinação rara e linda de masculinidade crua e graça incrível", disse ela. "Lindo e forte, ele era um verdadeiro cowboy com um coração afetuoso."
Já Whoopi Goldberg disse sobre sua coestrela em "Ghost - Do Outro Lado da Vida": "Patrick era um homem muito bom, um homem engraçado, a quem devo muito e nunca poderei retribuir. Eu acredito na mensagem de 'Ghost', então ele sempre estará por perto."
Assim como "Dirty Dancing - Ritmo Quente", "Ghost - Do Outro Lado da Vida" foi uma obra de grande sucesso e será para sempre importante para o legado do falecido ator. Na verdade, o próprio celebrado ator admitiu que tinha orgulho do filme.
"Eu precisava fazer algo que afetasse o público de forma positiva, fazê-los se sentir melhor sobre suas vidas e apreciar o que têm", disse Swayze sobre o filme em uma entrevista ao jornal The San Francisco Chronicle em 1990.
E como ele afetou o público!
"Assistindo de novo agora, você pode achar que o tema está um pouco ultrapassado — e que o fantasma de Sam (ou qualquer outra pessoa) deveria ter dito a Molly para que ela trocasse as fechaduras do apartamento", escreveu Peter Bradshaw em sua crítica de 2020 sobre o filme para o The Guardian.
Patrick Swayze, Lisa Niemi (1992), (Kypros/Hulton Archive/Getty Images)
"Mas Swayze tem um grande charme e Moore dá tudo de si", continua ele, "apesar de ficar quase ofuscada por Goldberg e Swayze o tempo todo. Há uma aura da magia hollywoodiana boba."
Niemi ainda celebra Swayze com frequência, fazendo publicações no Instagram para manter viva sua memória. Apesar de ter se casado novamente em 2014 com o joalheiro Albert DePrisco, ela provavelmente nunca deixará de amar Swayze. Ela contou à Revista People em 2014 como seu amor pelos dois nunca esteve em conflito até Que DePrisco a pediu em casamento. Ela pirou e ficou com muita dúvida se deveria seguir ou não com o casório, mas, no final, foi em frente, dizendo à revista:
"Albert sabia que eu ainda amava Patrick e que sempre o amaria, e me disse 'e eu sei que você me ama, e eu te amo.' Como eu poderia não me casar com esse homem? Conforme tive tempo de processar a mudança que aconteceria na minha vida, minhas dúvidas se tornaram cada vez menores, e eu fiquei cada vez mais segura."
No entanto, o amor e a dedicação de Niemi a Swayze ainda existem.
Ela frequentemente posta sobre ele em suas redes sociais e em 14 de setembro de 2020, 11 anos após sua morte, ela compartilhou uma comovente publicação no Instagram, que dizia:
"Celebrando um homem incrivelmente forte, sensível e especial no 11º aniversário de sua morte. Muita saudade. Não posso deixar de sentir uma nuvem escura hoje (e toda a semana passada!), mas gratidão pelo que tivemos juntos. Que jornada! Abençoado, mesmo com as lágrimas."
Patrick Swayze, Lisa Niemi (2007), (Denise Truscello/WireImage/Getty Images)
Niemi dedicou também seu tempo para ajudar a aumentar a conscientização na luta contra o câncer pancreático.
"Foi injusto que Patrick tenha morrido de câncer no pâncreas, e é injusto que milhares mais morram este ano", disse Niemi em uma entrevista em 2020 à instituição "Pancreatic Cancer Action Network" ("Rede de Ação contra o Câncer Pancreático" em tradução livre). "Mas para aqueles de nós deixados com o conhecimento, cabe a nós pressionar por mudança. Mesmo que seja necessário um pedacinho de nossos corações para isso, vale a pena."
De acordo com uma informação da "Hirshberg Foundation for Pancreatic Cancer Research" ("Fundação Hirshberg para Pesquisa de Câncer Pancreático" em tradução livre), cerca de 60.000 norte-americanos seriam diagnosticados com câncer no pâncreas em 2020, e mais de 48.000 morreriam da doença. Isso porque o câncer de pâncreas tem uma das maiores taxas de mortalidade é difícil de detectar.
Recentemente, Niemi apareceu no programa "The Doctors" para falar sobre a trágica e fatal doença, além de postar em suas redes sociais durante o Mês de Conscientização do Câncer Pancreático, em novembro.
"Sabe, Patrick lutou tanto e de maneira heroica e, só porque ele se foi, não significa que a luta acabou. Estou envolvida com uma organização incrível chamada Pancreatic Cancer Action Network", disse Niemi no "The Doctors" em novembro de 2020.
"É uma organização multifacetada, eles têm pesquisa, nós marchamos em Washington [EUA]. E eles fazem um trabalho absolutamente incrível", acrescentou.
Patrick Swayze era uma pessoa especial e seu casamento de décadas com Niemi foi exemplar. A dedicação dela ao artista durante toda a sua vida e mesmo depois de sua morte é uma prova do amor entre eles. Mesmo anos após sua morte, o trabalho que ela está fazendo para manter viva a sua memória e espalhar a conscientização sobre a enfermidade que tirou sua vida é algo realmente inspirador.
Lisa Niemi Swayze (2012), (Bobby Bank/WireImage/Getty Images)
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