Angelina Jolie e Brad Pitt aceitaram totalmente a identidade de John Jolie-Pitt desde o início

Jan 16, 2021 by apost team

Depois que o super casal Angelina Jolie e Brad Pitt se casou, o mundo se perguntou se eles teriam algum filho biológico ao lado dos primeiros dois filhos adotivos de Jolie, Maddox e Zahara Jolie-Pitt. As especulações cessaram quando Jolie engravidou. A atenção da mídia foi tão intensa que ela viajou para a Namíbia para dar à luz a criança em 27 de maio de 2006.

Recebendo o nome Shiloh Jolie-Pitt, a criança era extraordinária desde o primeiro dia. O bebê, que foi reconhecido como menina ao nascer, foi fotografado, e as primeiras fotos foram vendidas por milhões, que Pitt e Jolie doaram para instituições de caridade. A obsessão por Shiloh Jolie-Pitt continuou enquanto as pessoas se perguntavam o quão perfeita uma criança com esses pais poderia ser.

O apoio recebido por John Jolie-Pitt de sua mãe e pai

Brad Pitt, Angelina Jolie (2012), (Steve Granitz/WireImage/Getty images)

Para a família Jolie-Pitt, a privacidade é vital. Eles não têm presença conhecida nas redes sociais. Mais coisas são desconhecidas do que conhecidas sobre esta família famosa. No entanto, uma história sobre a jovem Shiloh apareceu na mídia. A criança não era mais chamada de Shiloh Jolie-Pitt há anos, preferindo ser chamada de John Jolie-Pitt. O mundo não esperava nada menos do que perfeição genética vinda dos dois vencedores do Oscar, como uma guerra de lances para as primeiras fotos da criança.

O olhar do público foi duro sobre a jovem família, forçando-os a ir à Namíbia, nação do sul da África, para o nascimento no final de maio de 2006. Desde o início da vida da criança, a privacidade da família se tornou ainda mais importante porque a questão da identidade de gênero de Shiloh não demorou muito para surgir. Ainda assim, os paparazzi buscaram mais informações quando Shiloh Jolie-Pitt se tornou uma criança maiorzinha. Brad Pitt disse à Oprah Winfrey que sua filha não queria ser chamada de Shiloh mesmo aos 2 anos de idade. No início, Pitt achou que fosse apenas uma fase infantil.

"Ela só quer ser chamada de John. John ou Peter. Então deve ser alguma coisa relacionada ao Peter Pan", disse ele à Oprah durante um episódio de 2008 do "The Oprah Winfrey Show".

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Angelina Jolie (2008), (George Pimentel/WireImage/Getty images)

Ele continuou,

"Então nós temos que chamá-la de John. 'Shi, você quer...' - 'John. Eu sou John.' E então eu digo: 'John, você gostaria de um pouco de suco de laranja?' E ela diz, 'Não!' Então, você sabe, é só esse tipo de coisa que é fofinho para os pais, e provavelmente é muito chocante para outras pessoas."

Durante os anos seguintes, parecia que o nome "John" tinha vindo para ficar. Angelina Jolie e Brad Pitt levaram isso a sério. John Jolie-Pitt imitava seus irmãos e preferia o que era tradicionalmente visto como roupa masculina. Dois anos mais tarde, na edição de agosto de 2010 da Vanity Fair, Angelina Jolie declarou: "Ela gosta de ser vestir como menino, ela quer ser menino, então tivemos que cortar seu cabelo. Ela pensa que é como um de seus irmãos".

Rumores persistiam de que a família Jolie-Pitt e amigos íntimos só se referiam à criança como John e o têm feito por muitos anos. Ainda havia mais rumores, particularmente que John Jolie-Pitt tinha começado a tomar bloqueadores hormonais para interromper a puberdade e mudar a maneira como seu corpo expressava seu gênero. Entretanto, nem Brad Pitt nem Angelina Jolie jamais comentaram ou confirmaram isso publicamente.

Brad Pitt, Angelina Jolie, Maddox, Pax, Zahara, Shiloh, Knox and Vivienne Jolie-Pitt (2011), (Jun Sato/WireImage/Getty images)

Só no ano passado, Brad Pitt falou com o Entertainment Tonight sobre sua filha, usando o nome Shiloh. Ele lembrou e falou sobre como está orgulhoso da menina, que agora tem 14 anos de idade. Angelina Jolie seguiu o exemplo, referindo-se também à filha de 14 anos como Shiloh.

"Brad está muito orgulhoso de Shiloh e de quem ela se tornou", disse uma fonte ao The Mirror. "Ele ama que sua filha sempre se mantém fiel a si mesma e é tão boa com seus irmãos e irmãs".

Angelina Jolie falou sobre o significado especial do nome Shiloh para a Vanity Fair em 2010. "Foi um nome que meus pais quase deram ao seu primeiro filho - mas houve um aborto espontâneo: Shiloh Baptist. Porque meu pai estava filmando na Geórgia e esse era o nome mais meridional que [eles] conseguiram inventar."

"É um nome que eu sempre gostei. Eu costumava usá-lo em hotéis: Shiloh Baptist. Eu o usava quando Brad ligava para os quartos de hotel onde eu estava hospedada." Mas, se você pesquisar na internet por "Shiloh Jolie-Pitt", geralmente será redirecionado pelos resultados da pesquisa para o nome John. Muitas pessoas querem saber por que isso está acontecendo. Mas a verdade é que, se o clã Jolie-Pitt deseja manter a privacidade sobre o assunto, todos devemos respeitar essa decisão. Ainda assim, traz à tona algumas questões polêmicas sobre nomenclatura, pronomes e identidade de gênero.

Shiloh Jolie-Pitt, Angelina Jolie (2007), (James Devaney/WireImage/Getty images)

Talvez John Jolie-Pitt esteja bem com apenas seus pais chamando-o de "Shiloh". Ou Shiloh pode ser o nome que eles usam em público para proteger a privacidade da criança antes que qualquer decisão que altere sua vida seja finalizada. Afinal, tais decisões são terrivelmente pesadas para uma criança de 14 anos. O que pode ajudar é que Shiloh, cujo homônimo é uma cidade na Geórgia, não seja considerado um nome exclusivamente feminino. Isso dá à criança a opção de se identificar como homem, mas mantendo seu nome original.

As possibilidades para o jovem John Jolie-Pitt são infinitas, e as decisões são certamente difíceis. O que você gostaria que outras pessoas fizessem se você estivesse em circunstâncias semelhantes? Você provavelmente gostaria que as pessoas respeitassem suas escolhas e privacidade. Para a família Jolie-Pitt, essa barreira de privacidade foi erguida. Nunca houve nenhum comentário oficial sobre a identidade de gênero da criança e talvez nunca haja. Mais especificamente, eles não devem nenhuma resposta ao público só por causa do status de celebridade.

O mais importante para os pais Brad Pitt e Angelina Jolie é que John Jolie-Pitt é saudável e feliz. Ele conta entre seus amigos Suri Cruise e Millie Bobby Brown. John, seus pais e seus irmãos têm um vínculo familiar muito forte, mesmo em uma família onde há uma grande diferença de idade entre os irmãos.

Angelina Jolie, Shiloh Jolie-Pitt (2017), (Alberto E. Rodriguez/Getty Images)

Talvez possamos aprender algo com a forma como Angelina Jolie e Brad Pitt aceitaram essa situação. Não há dúvidas de que seu primeiro filho biológico é diferente, mas eles não veem isso como uma coisa negativa. Eles não parecem ter reagido de forma exagerada ou tentaram mudar a filha para que ela se encaixasse nas normas de gênero estabelecidas. Eles estão permitindo que John Jolie-Pitt se sinta confortável em sua própria pele, explorando como ele deseja se vestir, como deseja ser chamado e, o mais importante, quem ele deseja ser. De uma perspectiva externa, parece que John Jolie-Pitt está recebendo nada além do apoio de sua família.

Sunnivie Brydum, uma ativista LGTBQ e escritora do The Advocate, tem algo a dizer sobre tudo isso:

"É possível que crianças que expressam consistentemente o desejo de pertencer a outro gênero (em vez de simplesmente uma preferência por brinquedos e roupas comumente associadas ao sexo oposto) cresçam para se tornarem transgêneros ou não-conformes de gênero, mas também podem estar apenas explorando sua própria identidade."

"Se a jovem Jolie-Pitt crescerá e se identificará em qualquer lugar dentro de um espectro não-conforme de gênero ou LGBT, é impossível dizer, mas uma coisa é certa - ter pais que aceitam a curiosidade, independência e autodireção de uma criança certamente fará a vida dessa jovem mais fácil à medida que ela passa pelo processo fundamentalmente humano de descobrir quem realmente é."

Shiloh Jolie-Pitt (2019), (Jeff Spicer/Getty Images)

É completamente natural procurar respostas sobre coisas que não entendemos. Frequentemente, queremos que as pessoas se enquadrem em categorias ou rótulos confortáveis, completos com pronomes correspondentes. É bom querer essas coisas em nossas próprias vidas, mas é essencial reconhecer que nem sempre as teremos dos outros.

A conclusão é que John Jolie-Pitt é um ser humano que merece o amor de uma família e o espaço para explorar e descobrir quem ele é. O que você acha das escolhas de John Jolie-Pitt e como Angelina Jolie e Brad Pitt lidaram com tudo isso? Conte para a gente nos comentários e compartilhe este artigo com seus amigos caso você tenha gostado dele.

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